Programação CCE_SP
Dia 13/11 Abertura, 14 horas
Mesas de debates – sempre às 14h30
13/11 – pedagogia da performance Convidado especial: Valentin Torrens (professor, performer, autor de Pedagogia de la Performance) com Bia Medeiros (Profa. UnB, performer, coordenadora do grupo Corpos Informáticos), Naira Ciotti (performer, profa. do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRN) e Fernando Villar (professor UnB, performer e diretor teatral).
14/11 – performance e tecnologia com Álvaro Uña (diretor da emotique.com e artista visual), Otávio Donasci (Professor PUC-SP, artista multimidia e videoperformer) Guto Lacaz (arquiteto e artista plástico) e Rogério Borovik (performer e artista visual).
15/11 – performance e políticas culturais com Lucio Agra (poeta, performer, professor da Graduação em Comunicação das Artes do Corpo PUC-SP), na área de Performance., Julio Mendonça (poeta, foi diretor do Depto. de Ações Culturais de S. Bernardo do Campo e é consultor do Instituto Pólis), Márcio Almeida (artista plástico e coordenador geral do SPA das Artes) e Maria das Graças dos Santos (Profa Mestre USP, ex-responsável pelo Núcleo Fomento Teatro SMC/SP).
Palestras – sempre às 17h30
13/11 – Performance e psiquismo
Artur Matuck ( professor, escritor e artista)
14/11 – Projeto Descanso
Gustavo São Jorge (performer, mestre em estética e historia da arte USP)
15/11 – O que é o Projeto Vocacional
Luciana Schwinden (atriz e coordenadora do Projeto Vocacional SMC/SP)
Performances, 20 horas
Dia 13/11
Cabelódromo, Grasiele Sousa (15')
futuro dito, Gustavo São Jorge (30')
Lembrança da Bahia, Nicephor Herrantes (15')
Dia 14/11
Passos Inominados, Coletivo Contratempos (30’)
Atame: a angústia do precário, Wilton Azevedo e Grupo InterActo (30')
Secret Axis, Anabel Andres/Vanderlei Lucentini (12')
Dia 15/11
Re+alejo, Marko Concá (30')
Infância, Samira Br (15’)
Secofelia, Josefa Pereira (20’)
Programação Cine Galpão
Dia 16/11
Performances, 20 horas
Inconstâncias, Amor Experimental (30')
Dermatoglifia, Lilian Soarez (20’)
Mostra de Registros Performáticos (60’)
Encerramento
Endereços:
CCE_SP
Av. Angélica, 1091
Higienópolis - SP
Fone: (11) 3822-2627
Cine Galpão
Rua Scipião, 138
Lapa - SP
Fone: (11) 2768-7775
Inscrições Gratuitas, porém limitadas pelo e-mail: brperfor1@gmail.com
Agenda de performances, improvisações, lives, apresentações e espaço para considerações sobre atitudes cotidianas e suas reverberações no planeta. Bem vindo, bem vinda, bem vinde!
sexta-feira, novembro 12, 2010
sábado, novembro 06, 2010
criando gato
Agora meu gato tá chegando na adolescência... anda recebndo a visita de uma gata todo fim de tarde, e hoje parece que a coisa avançou muito! Parecem namorados, quando um sai o outo fica miando daquele jeito meio sentido de gato abandonado. Acho que ela tá realmente a fim, não sai aqui da porta, mesmo com minha presença, coisa que até ontem a fazia chispar. Também estamos ficando amigas. ou amigos... ainda não consegui chegar tão perto pra conferir.
Mas ele é muito bonachão... castrado cedo, tranquilinho... e ela parece que tá mesmo no cio, pedindo um chameguinho dele... será que ele vai aprender a namorar apesar do instinto roubado?
Por enquanto ele me lembra aqueles leões das savanas, que fica bem bonitão naquela pose semi deitada só observando... enquanto a fêmea cuida do resto!
Acabo de notar que ela tem 3 cores, dizem que só as fêmeas tem essa pelagem.
Chi... já vi que vai ficar miando a noite toda aqui embaixo... paixão de primavera...
Anabel
Mas ele é muito bonachão... castrado cedo, tranquilinho... e ela parece que tá mesmo no cio, pedindo um chameguinho dele... será que ele vai aprender a namorar apesar do instinto roubado?
Por enquanto ele me lembra aqueles leões das savanas, que fica bem bonitão naquela pose semi deitada só observando... enquanto a fêmea cuida do resto!
Acabo de notar que ela tem 3 cores, dizem que só as fêmeas tem essa pelagem.
Chi... já vi que vai ficar miando a noite toda aqui embaixo... paixão de primavera...
Anabel
sexta-feira, outubro 22, 2010
Gibrando aos 46
Caminho para sempre nestas praias
Entre a areia e a espuma.
Mas o mar e a praia permanecerão
Para sempre.
____________________________
Uma vez, enchi minha mão de neblina.
Depois, abri-a; eis que a neblina era um verme.
Fechei e abri novamente minha mão, e lá estava um pássaro.
E novamente fechei e abri minha mão, e em seu côncavo, erguia-se um homem de face triste, virada para cima.
Fechei minha mão mais uma vez e quando a abri, não havia nada senão neblina.
Mas ouvi uma canção de inexcedível doçura.
________________________________
Coisa estranha, o desejo de certos prazeres é uma parte de minha dor.
________________________________
Um senso de humor é um senso de proporção.
Gibran Khalil Gibran, in "Areia e Espuma"
Há tanto tempo não lia Gibran! Reencontrá-lo neste momento de reflexão em que me olho quase aos 46 parece tão providencial. É tão iluminador que me dá vontade de blogar o livro todo, que é desejo de devorar no contentamento de reconhecer-me, mas também de degustar lentamente na simplicidade profunda dos insights, lampejos internos.
Também reencontrei Hermann Hesse e sua "Arte dos Ociosos", trazendo a vitalidade do corpo, as indagações do espírito, e celebrando a indissociabilidade desses aspectos do humano. E agora me assopra a memória Walt Whitman, com quem vou me reencontrar daqui a pouco dizendo que a alma é o corpo e o corpo é a alma, sem tirar nem por.
E penso nessa minha trajetória bailarina... e no desapego que necessito para dançar em novos horizontes que inevitavelmente vem surgindo.
Não necessariamente às reviravoltas, mas certamente a grande lei sempre se cumpre: MUDANÇA.
E continuo me atrapalhando com alguns passos...
Anabel
Entre a areia e a espuma.
![]() |
| Gibran Khalil Gibran - "Arei a e Espuma" |
A maré alta apagará minhas pegadas.
E o vento dissipará a espuma.Mas o mar e a praia permanecerão
Para sempre.
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Uma vez, enchi minha mão de neblina.
Depois, abri-a; eis que a neblina era um verme.
Fechei e abri novamente minha mão, e lá estava um pássaro.
E novamente fechei e abri minha mão, e em seu côncavo, erguia-se um homem de face triste, virada para cima.
Fechei minha mão mais uma vez e quando a abri, não havia nada senão neblina.
Mas ouvi uma canção de inexcedível doçura.
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Coisa estranha, o desejo de certos prazeres é uma parte de minha dor.
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Um senso de humor é um senso de proporção.
Gibran Khalil Gibran, in "Areia e Espuma"
Há tanto tempo não lia Gibran! Reencontrá-lo neste momento de reflexão em que me olho quase aos 46 parece tão providencial. É tão iluminador que me dá vontade de blogar o livro todo, que é desejo de devorar no contentamento de reconhecer-me, mas também de degustar lentamente na simplicidade profunda dos insights, lampejos internos.
Também reencontrei Hermann Hesse e sua "Arte dos Ociosos", trazendo a vitalidade do corpo, as indagações do espírito, e celebrando a indissociabilidade desses aspectos do humano. E agora me assopra a memória Walt Whitman, com quem vou me reencontrar daqui a pouco dizendo que a alma é o corpo e o corpo é a alma, sem tirar nem por.
E penso nessa minha trajetória bailarina... e no desapego que necessito para dançar em novos horizontes que inevitavelmente vem surgindo.
Não necessariamente às reviravoltas, mas certamente a grande lei sempre se cumpre: MUDANÇA.
E continuo me atrapalhando com alguns passos...
Anabel
quinta-feira, outubro 07, 2010
“O verbo assumir é um verbo transitivo e que pode ter como objeto o próprio sujeito que assim se assume. (...) Uma das tarefas mais importantes da prática educativo-crítica é propiciar as condições em que os educandos em suas relações uns com os outros e todos com o professpr ou professora ensaiam a experiência profunda de assumir-se. Assumir-se como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos, capaz de ter raiva porque capaz de amar. Assumir-se como sujeito porque capaz de reconhecer-se como objeto. A asunção de nós mesmos não significa a exclusão dos outros. É a “outredade” do “não eu”, ou do tu, que me faz assumir a radicalidade do meu eu.”
Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa, Paulo Freire, SP, Paz e Terra, 1996, p.46
Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa, Paulo Freire, SP, Paz e Terra, 1996, p.46
sexta-feira, agosto 20, 2010
Vivos e vendo!
Lembro de quando eu era uma adolescente meio bicho grilo nos anos 70/80, lendo Revista Planeta, e sonhando/apostando em grandes mudanças, que pareciam uma grande fantasia para muita gente, tanto as consequencias catastróficas, quanto soluções alternativas... Aquecimento global, escassez da água potável, autogestão, agricultura de subsistência, reconhecimento de saberes tradicionais, ventos, água e sol como fontes de energia renovável substituindo o petróleo, ciência e tecnologia a serviço de uma cultura de paz, crianças índigo e cristais, e tantas outras questões e temas que cotidianamente lemos nos jornais, esperançosos ou alarmados...
Bem, o "quem viver verá", para mim, nunca foi tão agora.
Quando avalio o contexto em que vivo, reconheço o valor de tantas iniciativas que atestam a transformação de paradigmas em nossa era, em todas as áreas, e reconheço uma geração que de fato sabe a que veio, índigos e cristais já adultescendo, e sei que quem é vivo, se quiser, pode ver o novo tempo aquariano realizando-se agora. Não precisa sair dançando pela rua com roupa colorida e flores na cabeça, mas se for afim, vamos nessa!
Alguns links que podem dar uma idéia do que rola por aqui:
Terra Madre
Indígenas digitais
Greenpeace
Carta da Terra
E tem mais na sessão "se liga" aqui do blog também.
When the moon is in the seventh house...
Quando o sol se derramar em toda a sua essência...
No novo tempo, apesar dos perigos...
Eu canto porque o instante existe...
Beijo,
Anabel
Imagem: Miró , "chanteurs des rues"
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