Mostrando postagens com marcador compaixão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador compaixão. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, dezembro 30, 2013

Recortes de 2013

Início de ano mergulhando no amor. Tântra.
Una luz al otro lado del rio... saudade.


Filhota acompanhando os percursos burocráticos...

Amiga Clau de sempre!



Homenagem de meu amigo querido Leo Maciel:
Por que me eleger só no verão se eu sou musa de qualquer estação?



Aprendendo com meninas Cristal

Irmãs e mãe sempre por perto

Reencontro mana xamânica Lou!

Lou e Máximo, delicioso encontro!

Reencontros com eternos amigos e points rock'n'roll

Viagem com meus queridos amigos Guarani a Peguao Ty



Participar do lançamento solo de mana Ully
Bugras em Tenondé Porã! 

Novas fotos

Muitos caminhos com a música

















Começando o novo cd 

Força dos encontros
Reencontros com muito astral!

Oficina das Bugras

Folando em Guaxupé com mana Cássia



Muitos shows com manas Bugras
Preparação do ritual

E passagens de som


Novas parcerias


Reencontros orgânicos performáticos! 

Renovação das energias com amigos e música orgânica

Ariguê!

sexta-feira, março 05, 2010

Muitas mudanças acabam por trazer uma certa insegurança, coisas que fazem parte do crescer, e não adianta "jogar pra baixo do tapete".
Minha filha tá num momento de perceber-se já maiorzinha, conversa, dá exemplo, resolve pequenos conflitos, ajuda e colabora em tarefas, faz "lição de casa", mas diante de certos sentimentos e emoções, como raiva ou ciúme, ainda se põe a chorar... ainda no processo de aprender a lidar com a frustração. Claro que é bem diferente dos 3 ou 4 anos, mas ainda há uma construção, na qual meu papel como mãe é fundamental, ajudando-a a reconhecer e validar o que sente, e perceber qual a atitude adequada dentro de uma situação específica. Uma dose de regressão acompanha as transições... até mesmo quando nos tornamos adultos!
E o que eu aprendo é que o amor é generoso, mas que também mostra com clareza os limites. Limites para desenvolver um comportamento pró convivência social, e generosidade em aceitar e validar o que quer que se sinta, em vez de fazer de conta que não existem sntimentos que frustram, e construir um caráter cheio de indiferença e distanciamento afetivo, como se vê por aí um monte de gente educadíssima, que não consegue conectar em profundidade com o outro, fica sofrendo, presa aos bons modos, acreditando que corpo e alma podem ser assim domados.
A meu ver a meditação sim nos torna desapegados desse turbilhão emocional, e preenchidos de verdadeira compaixão, amor despido de preconceitos. Mas é um processo que exige dedicação, persistência, compromisso. Como todo processo de aprendizado e transformação. Como todo processo amoroso.
Eu reconheço a mudança acontecendo, pela insegurança que sinto ao ver-me tendo ou buscando novas atitudes diante de acontecimentos da rotina. E acolho os momentos de regressão...
... e as palavras, sempre as palavras amorosas e os elogios conseguem transformar mais do que julgamentos e reprimendas excessivas e constantes (inclusive conosco mesmo!). A vibração de cada palavra/pensamento/ atitude, não a coleção de letras sem coerência. Palavra corporificada.

Anabel

segunda-feira, outubro 15, 2007

"O coração está muito bem protegido em sua caixa óssea e os caminhos que levam a ele estão fortemente defendidos, tanto física quanto psicologicamente. Atravessar a vida com o coração encarcerado é como fazer uma viagem transoceânica trancado no porão de um navio. Todo o significado, a aventura, a excitação e a glória de viver estão longe de poderem ser vistos e tocados." Alexander Lowen, in Bioenergética


Quantas histórias carrega o corpo, às quais não podemos apagar, e nos fazem tropeçar em nós mesmos, até torná-las cristalinas, limpando-as da dor profunda que não pudemos assimilar de outra forma, num tempo em que ainda não racionalizavamos os acontecimentos, e que ficam a ressoar nas nossas atitudes cotidianas por toda uma vida, repetindo-se e sendo reeditadas, enquanto apenas tentamos fazer de conta que não existiram. Pensamos que esquecemos.
Eventualmente um cheiro, um lugar, uma situação, uma pessoa, uma imagem, nos fazem estremecer e nos emocionam de tal modo, que é inevitável reconhecer que há algo no fundo de nós mesmos que reverbera desde outras camadas da construção (sempre inacabada) que somos. Uma vontade de chorar de repente, uma sensação de perigo extremo - um medo, um susto, uma raiva, uma tristeza? O corpo registrou assim: uma dor, um prazer.
Podemos ser luz, alegria, prosperidade, positivismos apregoados diariamente nas imagens dos modelos de sucesso que consumimos, através de técnicas milenares ou ultramodernas. Mas consciência e autenticidade na condução de nosso destino, e a verdadeira beleza que há em nós, só podem emergir se reunirmos todos os nossos aspectos, e acolhermos com compaixão tanto as sombras quanto os pontos de luz.
A capacidade de sentirmos prazer se expande na mesma medida em que nos desanestesiamos, e permitimos que transbordem velhas dores, que se solidificaram em tensões musculares, e constituem nosso perfil.
Por onde começar? Sentir os pés em contato com o solo, reafirmar nossa relação com a terra, perceber o tremor que se inicia, e permitir que essa vibração venha nos perpassando desde a base.
Aos poucos, emerge uma sensação amplificada do próprio corpo, uma vivacidade maior nas sensações do corpo. Ao aguçarmos nosso sexto sentido, a propriocepção, saimos por uns instantes do ritmo mental habitual.
Com o tempo, vamos acessando níveis mais profundos da nossa consciência pela via do corpo, reconhecendo, fluidificando, flexibilizando, ou pelo menos convivendo mais harmoniosamente com antigos registros da nossa própria história, e retomando o contato com nossos sentimentos, desencarcerando o coração, e criando coragem para amar. Ao abandonar os altares de ilusões inatingíveis que usamos, talvez inconscientemente, para justificar nossa intolerância à realidade do corpo e dos sentimentos, criamos espaço em nós para assumir a raiva, a tristeza, o medo, a ternura, o desejo, o amor. A riqueza das experiências que colorem a vida. E então o sentido do tocar e do ser tocado se transforma em compaixão verdadeira. Sentir junto.

propriocepção: http://pt.wikipedia.org/wiki/Propriocep%C3%A7%C3%A3o