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sexta-feira, março 06, 2009

Assistindo entrevista do Oliver Sacks...

colhi algumas informações que às vezes esquecemos...

- Para o cérebro, o importante é que a realidade se nos apresente com um sentido completo e coerente, que acreditemos que os nossos comportamentos estão sob controle, que nossa memória pareça um reflexo do que aconteceu.

- Para o nosso cérebro é mais importante contar uma história consistente do que contar uma história verdadeira. O mundo real é menos importante do que o mundo de que necessitamos.

- Os objetos que vemos, escutamos e tocamos podem ser reais, mas o que experimentamos como realidade é uma ilusão construida em nosso cérebro.

- O cérebro reconstrói os acontecimentos reais, os reinventa. Junto a eles, ao recordar, acodem aspectos associados à realidade que nunca ocorreram. A recordação implica um processo de reconsolidação. É uma nova vivência do momento passado, mas com um estado mental distinto do que havia no instante do acontecido rememorado.

E por agora não lembro mais.
Ah, sim, foi uma entrevista concedida à TVE (espanhola), num programa chamado Redes.
Vale a pena baixá-lo para assistir.

Anabel

segunda-feira, abril 14, 2008

Sobre escolhas e decisões...

14/04/2008 - 08h28

Experimento consegue "prever" decisão cerebral


da Folha de S.Paulo

As decisões atribuídas ao livre arbítrio humano podem ser formadas inconscientemente vários segundos antes de o cérebro tomar consciência delas. Essa é a conclusão defendida por um estudo publicado no domingo (13) pela revista "Nature Neuroscience". O trabalho se baseou em um experimento no qual voluntários tiveram seus cérebros monitorados por ressonância magnética.

No teste, elaborado por cientistas do Instituto Max Planck para Cognição Humana e Ciências Cerebrais, de Leipzig (Alemanha), pessoas tinham de decidir livremente por apertar um de dois botões em um controle. Ao mesmo tempo ficavam olhando uma seqüência de letras projetada numa tela, que não deveria influir na decisão. Os voluntários tinham apenas de dizer que letra estavam observando quando finalmente decidiam qual botão apertar.

Comparando o momento em que as pessoas se diziam conscientes de suas decisões com padrões de atividade cerebral registrados no aparelho de ressonância magnética, os cientistas tiraram sua conclusão.

"Descobrimos que o resultado de uma decisão pode ser codificado como atividade cerebral nos córtices pré-frontal e parietal [regiões na superfície do cérebro] até dez segundos antes de entrarem na consciência", escrevem os autores do estudo, liderado por John-Dylan Haynes.

"A impressão de que podemos escolher livremente entre duas possíveis linhas de ação é essencial para nossa vida mental. Contudo, é possível que essa experiência subjetiva de liberdade não seja mais do que uma ilusão e nossas ações sejam iniciadas por processos mentais inconscientes bem antes de tomarmos consciência de nossa intenção de agir."


in http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u391815.shtml