domingo, abril 29, 2012

Há escolhas difíceis que, apesar do desconforto inicial da sensação de falta de chão, são um alívio para deixar de repetir velhas canções de desamor numa vida. Foi assim que caiu minha ficha vendo o filme As Canções, de Eduardo Coutinho. Quase todas as canções que marcaram a vida daquelas pessoas se referem ao grande amor vivido ou não, perdido, traído, frustrado... Retrato em branco e preto é a gota! Agora eu rio, mas foi a gota mesmo, parecia de encomenda!!! E de encomenda, numa roda de samba com amigos alguém puxou Ex-amor do Martinho da Vila. As canções estão sempre conversando com a vida da gente, reverberando no coração, iluminando a compreensão, marcando encontros em que se ultrapassa o simples contato e se criam laços. Como disse Milton Nascimento, "cabem tão dentro de mim, que perguntar carece, como não fui eu que fiz".

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