segunda-feira, junho 18, 2007

Tantra XI, Tantra I

Depois de um fim de semana tão delicioso, cheio de dança, carícias, aconchegos, e tesão, será um mecanismo interno essa raiva toda? Num momento me sinto tão livre, querida, acolhida, reconhecida, e, em seguida, me revolto por não ter a atenção de uma confidente virtual do cara com quem estava "ficando" (vocabulário novíssimo que acabo de reconhecer!). Como diz o Gabriel, "a gente gasta uma energia tremenda com a nossa mente reptiliana", e não consegue se desvencilhar a tempo de velhas perversões que parecem acompanhar aquilo que chamamos de amor, mas talvez não passe de condicionamento!
Eu pego pesado? To aprendendo a pegar mais leve, a deixar ir o que me faz mal, a não insistir em vícios sem questioná-los, nem que seja pra só compreender melhor, por enquanto, a minha loucura. Ficar leviana também não quero, não quero ficar só na superfície brincando de parecer. A superfície é erótica, a profundidade é tântrica, a relação dialética. Integrar superfície e âmago é o desafio da maturidade, e num momento de globalização glamourizada da eterna juventude, uma escolha heróica.
Ficar no conforto da eterna sedução já não supre meu desejo.

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