sábado, maio 04, 2013

Carta pra Luiz Claudio

Eu quero tudo de novo. Quero cantar com vc, tocar piano noite adentro inventando milhares de vezes nossos mundos blues, nossas gargalhadas, confidências inconfessáveis, o não medo de falar do que não é positivo, mergulhar nas sombras e dar rasantes saindo rumo a ensolarados insights de humanidade. Como eu sinto tua falta, meu irmão. Sinto tanto tanto tua falta neste mundo facebook, onde a gente compartilha tanta coisa, mas não o mergulho na nudez do aqui agora... tudo mentalbook, shortbook, alrightbook, líquido, líquido, líquido. Ninguém mais chora, não muito, pois tudo muda, bola pra frente, transmuta-se, ou melhor, diz-se que se transmuta, sem nem bem viver a dor. É tudo meio batata smiles... sem silêncios Miles, nem menos. Tudo mais, positive vibration, passa para outra, a fila anda, nada pode me atingir... irreais e fugidias experiências que não devem tirar ninguém do foco e do eixo.
"É madrugada, é ela gelada... pensei que blues fosse sempre azul, mas ele é o negro blues... numa noite dessas atrás me peguei sozinho comigo"... Ouço sua voz. Dentro de mim ainda ressoa teu timbre. Por todos os séculos antes e depois do nosso encontro, ressoa. O nosso encontro ressoa. Espero que vc esteja bem. E quando eu for, venha me buscar na porta, pode ser?

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