Bota pra tocar

domingo, abril 25, 2010

Não é acaso encontrar determinadas pessoas em cada momento da nossa existência. E das formas mais interessantes às mais "corriqueiras", se é que há algo corriqueiro...
Um email, um sinal, uma carta de taro, um desconhecido profundamente acolhedor, uma garotinha vestida de rosa me olha, sorri e me dá um hibisco rosa, um parceiro me leva à ópera metáfora do caminho espiritual através das pedras, outra parceira lembra a emoção do caminho pessoal e intransferível das primeiras experiências com dança teatro...
Reconecto a valores em que me reconheço, já os sinto de outro modo, mas fazem sentido ainda. Conquistar o estado de inocência depois de viver os desafios do ego, é sabedoria que almejo.
Amigos e parceiros em sintonia sempre pintam pra confirmar a bem aventuraça da trilha escolhida. E cada detalhe do mundo ao redor.


Anabel

Imagem: Hibiscus sinensis Hort.- Hibisco- mimo-de-vênus,vermelho- recebendo a visita de um besouro - Praia da Vila, Imbituba/SC- Fevereiro de 2009- Foto de LUIZA PITTIGLIANI BERNARDINO. site http://descansando.pasold.adv.br/ff/index.php

quinta-feira, abril 22, 2010

Conte-me e eu esqueço. Mostre-me e eu apenas me lembro. Envolva-me e eu compreendo. (Confucio)

Recebi um email que terminava com essa frase, não procurei  a fundo conferir se a autoria é mesmo de Confúcio, mas me identifiquei, pensando na teia de vaidades que às vezes pareço ter que apreciar como se fosse uma saga...
Anabel

terça-feira, abril 20, 2010

Sem urgência de preencher os vazios. Na verdade, ainda esvaziando, oscilando entre o despego compassivo e a raiva ou a tristeza de ter que abrir mão. Ainda no processo de velhas peles reptilianas. Por outro lado, fome de resgatar a pele de Foca, minha ancestralidade, valores do meu mais profundo Eu, da história que me dá sentido. Tenho cantado muito. Meu vórtice cardíaco anda sacudindo, reverberando de novo, saindo do medo de sentir dor, expandindo... uma cachoeira... às vezes uma sensação oca no peito... e não quero saber de tapar buraco algum agora. Escancaro-me então. E não sou só.

Anabel

sábado, abril 10, 2010

Descobrir São Paulo é aventura infinita, cada região, cada canto propondo um olhar sob uma perspectiva diferente, uma dinâmica social singular, uma paisagem sonora peculiar, e tantos indivíduos que não se perdem em multidão, vão criando coletivos nos quais se reconhecem comunidade, e contaminam o espírito da cidade como um todo, que aprendo cada vez menos selva de pedra,  e mais rede de Indra. Cultura, arte, saberes. tradições, vanguardas, imigrantes, indígenas, ostentações, carências, pés de guerra, caminhos criativos... Mas falta muito verde!!! (Será que de 2002 pra cá esse mapa ficou menos árido?)


Anabel