sexta-feira, maio 22, 2009

O tempo transcorrido nunca é tão curto a ponto de permitir que aquele que perguntou e aquele que respondeu permaneçam, no momento em que chega a resposta, os mesmos seres que eram quando o relógio foi posto para funcionar. Como diz Franz Rosenzweig, "a resposta é dada por uma pessoa inevitavelmente diferente daquela a quem foi feita a pergunta, e ela é dada a alguém que mudou desde que perguntou. É impossível saber a profundidade dessa mudança". Fazer a pergunta, esperar a resposta, ser indagado, esforçar-se para responder - isso é que fez a diferença.

in Amor Líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zygmunt Bauman, RJ, JorgeSahar ed., p.34

Um comentário: