domingo, maio 17, 2009

Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos

"É mais prudente uma sucessão de encontros excitantes com momentos doces e leves que não sejam contaminados pelo ardor da paixão, sempre disposta a enveredar por caminhos que aprisionam e ameaçam a prontidão de estar sempre disponível para novas aventuras. Bauman mostra que estamos todos mais propensos às relações descartáveis, a encenar episódios românticos variados, assim como os seriados de televisão e seus personagens com quem se identificam homens e mulheres do mundo inteiro. Seus equívocos amorosos divertem os telespectadores, suas dificuldades e misérias afetivas são acompanhadas com o sorriso de quem sabe que não está sozinho no complicado jogo de esconde-esconde amoroso.

A tecnologia da comunicação proporciona uma quantidade inesgotável de troca de mensagens entre os cidadãos ávidos por relacionar-se. Mas nem sempre os intercâmbios eletrônicos funcionam como um prólogo para conversas mais substanciais, quando os interlocutores estiverem frente a frente. Os habitantes circulando pelas conexões líquidas da pós-modernidade são tagarelas a distância, mas, assim que entram em casa, fecham-se em seus quartos e ligam a televisão."

Trecho do ensaio de Gioconda Bordon sobre o livro de Zigmunt Bauman, Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos.

4 comentários:

  1. Amores líquidos,solidão e superficialidade certas !
    Amores sólidos , prisão e sufocamento certos !

    Há!! há!! , não tem solução !!

    Abç
    MIBr.

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  2. Cantava o Lulu Santos:
    Hoje o tempo voa, amor, escorre pelas mãos, mesmo sem se sentir, e não há tempo que volte, amor, vamos viver tudo o que há pra viver, vamos nos permitir.
    Disse o Roberto Freire
    Sem tesão, não há solução!
    Perguntou o Pernalonga:
    O que é que há, velhinho?
    E respondeu Paulinho Moska:
    Não havia nada lá.
    rsrsrs
    Bjos

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