Bota pra tocar

segunda-feira, junho 30, 2008

Um brinde

À simplicidade de um momento de silêncio, de uma resposta breve e sincera, de uma visita inesperada, de uma comida improvisada, de uma tarde com canto de bem-te-vis, de um abraço sem cumprimento, de um encadeamento de palavras criando viagens para a imaginação...

Anabel

quarta-feira, junho 25, 2008

Vozes Bugras pelo interior em Julho

Vozes Bugras pelo interior de São Paulo!
Ainda não sei quais os teatros ou espaços onde serão os shows, mas é este o roteiro básico. Quem tiver amigos ou parentes por lá, divulgue, por favor! Se estiver passeando por aí de férias, apareça!

Vam pus cuiabá, ariguê!

05/07 - Santa Fé Do Sul
06/07 - Mirandópolis
26/07 - Guararema

E em Agosto:

29/08 - Ibitinga

Parênteses da vida

Meus queridos, não ando muito inspirada pra traduzir o meu turbilhão atual na escrita, mas achei esta reflexão que minha amiga Libânia, enviou muito bonita e importante, pois me remete aos muitos matizes que uma vida colorida pelo sentimento deve ter, então compartilho com vcs.
Bjão,
Bel
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A Alegria na Tristeza

Marta Medeiros

O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.

O poema diz que a gente pode entristecer- se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até DA própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra for a.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo DA propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada.
Triste é não sentir nada.

Imagem: "Mulher Sentada", de Cândido Portinari

segunda-feira, junho 23, 2008

O Jeito de Viver


Aos meus irmãos de geração que, por mais que tenhamos mudado, ainda nos permitimos comover com velhas canções ao som de um violão em volta de uma fogueira. À minha tribo, e a todas as tribos que amam e cuidam da Terra. A todos que buscam na simplicidade e na franqueza sua expressão de amor à vida.

(um oferecimento Radiobel ;p)
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O Jeito de Viver

Sá e Guarabyra

Eu ainda sou
Aquele sonhador
Desculpe se o que eu sinto
É muito antigo
Desculpe o que eu fizer
É por amor
Eu ainda vivo
No mundo da lua
Fazendo planos simples pro futuro
Eu na verdade
Sou um menestrel medieval
Assombrado com imagens de televisão
Assustado pelas coisas que acontecem
Dentro do meu coração
Por isso eu penso
Que essas coisas
Não deviam ser
Pura paixão
Eu ainda estou
Querendo descobrir
Um jeito de mostrar meu sentimento
Um jeito claro e simples de viver
Sem precisar fingir
Eu na verdade
Sou um menestrel medieval
Assombrado com imagens de televisão
Assustado pelas coisas que acontecem
Dentro do meu coração
Por isso eu penso
Que essas coisas
Não deviam ser
Pura paixão...

quinta-feira, junho 12, 2008

Amando o que acontece



As estações mudam. Às vezes é inverno, às vezes é verão. Se você permanecer sempre no mesmo clima, você se sentirá estagnado. Você precisa aprender a gostar daquilo que está acontecendo. Chamo a isso de maturidade. Você precisa gostar daquilo que já está presente.

A imaturidade é ficar vivendo nos "poderias" e nos "deverias" e nunca vivendo naquilo que "é" - aquilo que "é" é o caso, e o "deveria" é apenas um sonho. Tudo o que for o caso, é bom. Ame isso, goste disso e relaxe nisso.

Quando algumas vezes vier a intensidade, ame-a. Quando ela for embora, despeça-se dela. As coisas mudam... A vida é um fluxo. Nada permanece o mesmo; às vezes há grandes espaços e às vezes não há para onde se mover.

Mas as duas coisas são boas, ambas são dádivas da existência. Você deveria ser grato, reconhecido por tudo o que acontece. Desfrute o que for. É isso que está acontecendo agora. Amanhã poderá mudar, então desfrute aquilo. Depois de amanhã algo mais poderá acontecer. Desfrute-o.

Não compare o passado com as fúteis fantasias futuras. Viva o momento. Às vezes é quente, às vezes é muito frio, mas ambos são necessários; de outro modo, a vida desapareceria. Ela existe nas polaridades”.


Osho, in A Rose is a Rose is a Rose is a Rose.

Foto: a flor Mímulus guttatus

quarta-feira, junho 04, 2008

Conseguimos!


Cia Danças foi contemplada pelo Programa de Fomento à Dança (4º edital)! Viva!!!

Invisível

Andava de olhos fechados: ela me dando a mão e eu indo... não me perguntava se já era hora de virar ou ir em frente ou parar, e ia. Sabia que ela estava comigo, o toque me dizia, o rítmo, a respiração, os sons, e mais um não sei quê da presença e sua vibração. Coisas invisíveis aos olhos, na verdade, coisas que os olhos não deixam ver. Coisas que sustentam e dizem sem precisar de explicação. Não há esforço, nem elocubração, só entrega. A gente sabe que está junto, simplesmente sente. E está.

Anabel

Foto: Evgen Bavcar