sexta-feira, maio 16, 2008

Mundo Língua Palavra

Hoje fui viajar pelo Mundo Língua Palavra.
Peguei metrô até a Estação da Luz, desci, subi, entrei no edifício que os ingleses construiram em 1901 (reformado em 1946, depois de um incêndio criminoso), e logo que entrei fui me sentindo envolver pela Língua, por todos e em todos os sentidos.

Museu da Língua Portuguesa.



Museu tão vivo nunca visitei. Tão vivo quanto a própria língua. Nosso português, pulsante, vibrante em cada palavra, em toda entrelinha.
Um museu onde me senti preenchida de significados, significações e sensações que dão à identidade pela língua vivacidade, fluidez, sustentação, tesão!
Transformação, incorporação, apropriação, ações de infinito renovar. Recriar.
A beleza de ter tantos países navegando no mesmo idiomar. Ou um vôo espacial, que nos permite ver o planeta em português. Idiomaterno*, acolhedor, nutridor. Alimento para a alma. Alento.
O que há lá? Não conto. Vá presenciar e desvendar.
Posso causar estranheza, na minha exaltação, aos que estejam ainda estagnados em estreitezas lingüísticas, associando museu com algo estático, um edifício que abriga relíquias. E como tudo o que eu possa dizer jamais traduzirá ou substituirá a experiência em si, que nunca será igual para ninguém, só me resta a exortação.
- Você já foi ao MLP? Então vá!!!!
Uma viagem para se fazer muitas e muitas vezes, como o próprio logotipo sugere!

Anabel

* expressão cunhada por Antonio Risério, que ressignifica nossa língua. Risério, antropólogo e poeta, é o responsável pela definição de todo o conteúdo exposto no MLP.

Leia também a entrevista com Marcello Dantas, diretor artístico do MLP.

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