segunda-feira, outubro 22, 2007


"A mente do homem, uma vez expandida por uma nova ideia, nunca mais recupera as suas dimensões originais." Oliver Wendell Holmes (1809-1894)físico e poeta americano

Por um triz não embarquei novamente naquela nau sentimental, sem leme, nem vela, nem timão. Um balde de água fria me fez acordar e saltar a tempo para a terra, que, em não sendo lá tão firme, como se diz, ao menos oferece mais chances de acertar o passo.
Era bom na adolescência, e a minha foi longa!, mas agora já estou meio enjoada de tanto derivar. Para ser sincera, nem tenho mais o tempo que tinha. Praticamente metade do meu tempo neste corpo já foi, e estou gostando de estar em mim, então chega de desperdiçar emoções. Principalmente com piratas.
Adoro as paisagens flutuantes, e como canta Moska, "eu amo o meu meio e não o meu fim", mas ainda não sei viver na terceira margem do rio
“por todas as semanas, e meses, e os anos - sem fazer conta do se-ir do viver”.[1] Ainda.

Anabel

[1] "A Terceira Margem do Rio", de Gimarães Rosa, in Primeiras Estórias, p.34

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