terça-feira, março 06, 2007

Pureza




Há uma linha tênue que diferencia a vaidade que me valoriza daquela que me faz esperar rapapés de todos os plebeus ao redor, e nem sempre a percebo a tempo.


Por um triz posso transformar a generosidade num empréstimo com expectativas de retribuição bem definidas e avaras.


Encontrar alguém que parece tão bom quanto eu, faz arder, com admiração ou raiva, uma ponta de inveja.


Tem dia em que viro saco sem fundo, tentando tapar um buraco na alma com montes de chocolates, biscoitos, comidas, bebidas, cigarros, e etcéteras de toda sorte.


Depois vem a preguiça, a vontade de que tudo aconteça num passe de mágica, que é também a "vontade de sumir de vez".


E então a raiva explode pelas mais tolas mazelas, conseqüência de conflitos mal resolvidos dentro de mim, às vezes impaciência, indignação... por vezes a ira é muito justa.


E por essas e outras preciso sentir-me dissolver no prazer do sexo sem previsões, nem expectativas, nem medida...


Para acordar purificada na manhã seguinte.





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